Tem uma frase que todo mundo repete sem pensar muito:
“A esperança é a última que morre.”

E, de algum jeito, isso sempre soa certo.
Mas eu fiquei pensando… por que a gente fala isso como se fosse algo tão essencial?

Porque, quando alguém perde a esperança, não parece só tristeza.
Parece outra coisa.
Como se estivesse faltando alguma parte da pessoa.

Ela continua ali: fala, anda, trabalha… mas é como se estivesse só acompanhando o mundo. Sem realmente estar dentro.

E aí me veio uma dúvida meio incômoda:
Será que a esperança é só um sentimento ou é parte do que faz alguém ser humano?

Porque, se for só um sentimento, não deveria fazer tanta diferença assim perder. Mas faz. E faz muito.

Só que isso também levanta outra questão. Se a esperança define o humano, então viver sem ela é deixar de ser humano? Ou é só uma forma mais dura de encarar a realidade?

Talvez a esperança não seja exatamente sobre o mundo melhorar.
Talvez seja só o que impede a gente de se reduzir ao que o mundo já é.

Mas aí complica. Porque isso pode significar duas coisas:

  1. Ou a esperança é o que mantém o humano vivo;
  2. Ou é o que o impede de aceitar completamente o mundo.

E eu não sei qual das duas coisas é mais verdadeira.
Talvez nenhuma.
Ou talvez as duas ao mesmo tempo.


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