Fisioterapia para cachorro: como funciona?

abril 7
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Muita gente não sabe que existe fisioterapia para cachorro. Sim, existe e os resultados são sensacionais! Vou contar pra vocês como tem sido a rotina do Oliver na reabilitação da displasia coxofemoral.

Comecei a levar Oliver para a fisioterapia em maio do ano passado, um pouco depois de ter diagnosticado o seu problema de displasia coxofemoral. A reabilitação, como chamam esse tipo de tratamento, foi iniciada com a Dra. Larissa Boechat Peisino, da Clínica Reabilitar Veterinária. Foram 6 meses de tratamento, até novembro, quando nos mudamos para São Paulo.

Nesta fase, ele fazia uma sessão semanal, que consistia numa rotina de controle de dor mais fortalecimento muscular. Na primeira parte, a Dra. Larissa conduzia um alongamento dos membros (patas dianteiras e traseiras), uso de laser e de um aparelho chamado Magneto, para aliviar inflamações e dores na região do quadril e lombar.

Após, Oliver ia pra hidroesteira, uma esteira como conhecemos, mas dentro da água, onde ele fazia o exercício para correção das passadas e fortalecimento muscular. Um tempo depois, os exercícios passaram a ser na piscina. Mesmo pra mim, que sou leiga no assunto, foi visível a evolução dele. No início, dava pra ver que os movimentos das patas traseiras era irregular, em especial da pata esquerda. Com o tempo, os movimentos das patas foram melhorando e se adequando, mostrando que o fortalecimento muscular através da fisioterapia estava funcionando.

Dra. Larissa Peisino

 

Veja mais informações aqui sobre a Displasia Coxofemoral.

Em novembro, mudamos pra São Paulo. Com o período de adaptação, demoramos um pouco para retornar à fisioterapia, agora na Ma Vie  Reabilitação Animal, em março, sob os cuidados da Dra. Carol Mazzei. Minha grande alegria foi ter o Oliver avaliado pela fisioterapeuta e ser elogiado pela condição física. Dá aquela sensação de dever cumprido, sabe? De que estamos indo pelo caminho certo com os cuidados com ele.

A Dra. Carol apenas observou que o Oliver tem diferença na composição muscular das patas traseiras. A esquerda (que é a para onde ele sente mais dor) tem a musculatura menos robusta do que a direita, devido à compensação natural que o ele faz pra tentar compensar a dor do outro lado. Por isso, todo o circuito feito nos dias de fisioterapia (novamente, uma vez por semana) tem o objetivo contínuo de fortalecer os músculos, a coluna e ajudá-lo a distribuir o peso igualmente por todas as patas, a fim de evitar que, por conta da displasia no quadril, ele compense a má formação nos membros que estão bons.

Talvez vocês se perguntem: mas o Oliver gosta de fisioterapia? Gente, ele ama! Entra correndo na Clínica sem nem dar tchau haha. E eu sei que, mesmo sendo uma vez por semana, o trabalho feito ali tem uma força imensa para manter o quadro clínico dele equilibrado. Hoje o Oliver não faz uso de medicamentos para dor, apenas quando está em crise (depois, posso até escrever um post só sobre esse protocolo de controle das dores).

Talvez você não tenha condições de levar seu cachorro ao fisioterapeuta, ou mesmo, onde mora, nem exista um serviço deste tipo. A boa notícia é que a Dra. Carol me passou uma lista de exercício para fazer em casa. Isso mesmo! Coisas que nós mesmos podemos fazer para ajudar nosso melhor amigo. Vou fazer os treinos com o Oliver e depois venho aqui mostrar pra vocês, quem sabe seja útil para seu cão?

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Espero que o texto de hoje seja muito útil pra você. E se tiver alguma dúvida, pode deixar aqui nos comentários.

Abraço! 🙂

 

  1. […] dor, o estado físico do animal e garantir uma qualidade de vida por todo o desenvolvimento dele. Fisioterapia, acupuntura e outros tratamentos complementares são meios que poderão ser usados para que o seu […]

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