Viagem com cachorro: o que você precisa saber?

dezembro 12
No comments yet

Em novembro, eu fiz uma viagem longa com meus dois cães e aprendi muitas coisas para fazer com que o período de carro seja agradável para nossos pets. Vou compartilhar com vocês essas dicas.

Com dois meses de antecedência, eu sabia que faríamos uma viagem de carro de aproximadamente 12 horas com Oliver e Joca. Mudamos de cidade e, para levá-los, decidimos fazer o trajeto de aproximadamente 943km num período de dois dias, com 6 horas de viagem em cada trecho. Lembrei de reservar um hotel na parada em Búzios/RJ que fosse Pet Friendly – inclusive, super recomendo, chama-se Gringos Bed and Breakfast – e, pra mim, estava tudo certo!

Mas aí veio a conversa com o médico veterinário e a gente percebe que ainda tem muito pra aprender (risos).

Em princípio, estava tudo certo na nossa programação, dividir a viagem em dois períodos seria ótimo para não ficar tão puxado pra eles. Porém, ele me chamou a atenção para alguns pontos:

  1. Eu deveria dar a comida pra eles pelo menos 3 horas antes de iniciar viagem e levar uma garrafa de água para hidratá-los no decorrer da viagem;
  2. Ao chegar no local, esperar de duas a três horas para dar alimento;
  3. Fazer paradas de duas em duas horas, a fim de que se movimentem e façam as necessidades, caso queiram;
  4. Observar o local de destino ou de parada, para saber se há alguma doença endêmica. Por exemplo, Búzios fica na região dos lagos no Rio de Janeiro. Por isso, eles precisariam estar com alguma coleira repelente (no caso, a Seresto, que eles já usam), e também um repelente natural para suporte (usei esse da imagem abaixo).

repelente-viagem

O Médico Veterinário deles também prescreveu um medicamento para evitar enjôos, que eu nem cheguei a fazer uso, pois Oliver e Joca estão acostumados a andar de carro. Mas, se o seu cãozinho apresentar enjôos em períodos curtos de deslocamento, acredito que seja ideal lançar mão do anti-enjôo sim.

A viagem foi, realmente, super tranquila, embora, no segundo dia, eles tenham ficado um pouco mais agitados no final do trajeto.

 

No dia em que dormimos em Búzios e na nossa primeira semana na nova cidade, o Oliver (o golden) apresentou um comportamento bem inquieto. Acredito que para ele tenha sido muita mudança em pouco tempo. Saiu da casa dele original, dormiu uma noite num lugar diferente, com cheiros diferentes, seguiu viagem e dormiu na noite seguinte num outro lugar completamente diferente dos dois anteriores. Imagina o que deve ter passado na cabecinha dele?

A primeira semana na nova casa foi difícil. Ele não dormiu direito nas três primeiras noites. Percebi que estava bastante ansioso para sair do apartamento, como se pra ele esse lugar não fosse a casa dele. O que fiz foi comprar brinquedos e coisas que ele gosta para associar a nova casa com coisas boas. Tentei restabelecer a rotina dele com idas à pracinha para jogar bolinha, algo que ele fazia todos os dias na cidade anterior.

Mas os efeitos desse estranhamento vieram na pele. Ele desenvolveu uma alergia de pele que estamos tratando com orientação médica, mas que o Dr. Márcio me explicou ser normal, como fase da adaptação. E essa adaptação não é apenas emocional, mas física também. Ele está tendo contato com novos ambientes, novas árvores, nova temperatura, novos cães, ou seja, muitos fatores alérgicos para os quais ele ainda não havia desenvolvido defesa, e está tendo que desenvolver na marra, de uma hora pra outra.

Acredito que o principal disso tudo é a paciência e a atenção aos detalhes que às vezes passam despercebidos. Pra gente acaba sendo algo tão natural, que esquecemos que eles não entendem essas mudanças de rotina com tanta simplicidade, principalmente pela rotina ser o que constrói a vida deles.

Espero que as dicas da nossa viagem e mudança te ajudem quando você for viajar com seu dog. Viajar com eles é maravilhoso!

Abraço!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *