Displasia Coxofemoral: algumas informações importantes

janeiro 10
3 Comments

A Displasia Coxofemoral é um dos diagnósticos mais temidos por quem tem um cachorro de grande porte. Diagnosticar esta alteração articular é simples. Saiba como.

Existem alguns mitos propagados entre os tutores sobre displasia coxofemoral. Alguns deles eu confirmei que realmente eram verdade. Outros percebi que eram informações erradas propagadas por pessoas que nunca se dedicaram a estudar sobre. Listei algumas coisas que ouvi sobre displasia e que estavam erradas:

  1. “Se meu cachorro tiver displasia ele não vai deitar no chão ‘de sapinho’ (com as pernas abertas, de barriga pra baixo)”. Errado. O Oliver deita assim até hoje e é displásico. Isso não é condição essencial de um cão que tem displasia. Mas se seu cão sempre deitou assim e de uma hora pra outra parou de deitar desta forma, aí sim isso pode ser um sintoma visível da displasia.
  2. “Necessariamente o meu cachorro vai mancar se tiver displasia e não vai correr”. Errado. Meu Oliver é a prova, rs. Nunca mancou das patas traseiras, corre que é uma beleza atrás da bolinha na praça. Pode ser que o seu cachorro manque, isso é, sim, um sintoma, mas não um sintoma obrigatório da doença.
  3. “Se meu cachorro tiver displasia, ele vai demonstrar que sente dor”. Erradíssimo. A maioria dos cães não demonstra que está com dor. Ou se demonstra, os sinais são tão imperceptíveis, que sequer conseguimos notar. Geralmente eles compensam a sensação de dor e continuam com a mesma carinha, correndo e fazendo as mesmas coisas.

Compliquei mais do que ajudei né? Como então você vai saber se seu cachorro tem displasia? Simples: exame radiológico preventivo. Acompanhamento do seu cão. Prevenção é tudo!

“A Displasia nem sempre virá acompanhada de algum sintoma visível. Por isso a importância de um exame diagnóstico precoce.”

Primeiramente, vamos à definição do que é Displasia Coxofemoral. É a condição que um cachorro apresenta quando a cabeça do fêmur não encaixa perfeitamente na cavidade que deveria abrigá-lo, o assoalho pélvico. Abaixo, há uma imagem ilustrativa de um cachorro com articulação normal e outro com articulação com displasia:

Fonte: Canil Star Schultz

Fonte: Canil Star Schultz

Como eu descobri a displasia coxofemoral do Oliver? Ele completou dois anos e como a raça Golden Retriever é uma das raças campeãs nessa condição clínica, resolvi pedir ao médico veterinário que o encaminhasse para exame radiológico, a fim de ver se estava tudo bem ou se haveria alguma alteração na formação do quadril do Oliver. E aí veio o temido diagnóstico.

O que eu fiz? Chorei muito, óbvio! (risos) Tanto que cheguei no consultório médico com o rosto inchado. Mas o Médico Veterinário foi super paciente e explicou detalhadamente o quadro do Oliver. Explicou que a condição dele ainda não demandaria cirurgia, pois não havia alterações substanciais nos ossos e articulações. A condição displásica estava ali, no raio-x, mas Oliver não apresenta alterações clínicas de dor ou mesmo de dificuldade de locomoção.

Por isso, 70% do cuidado seria no ambiente: evitar que ele trafegue por piso liso, principalmente evitar que corra em piso liso. Evitar pular, evitar traumas no local. A isso ele uniu uma medicação manipulada à base de UCII e associações que ele vai tomar pro resto da vida.

O mais legal foi que ele me explicou sobre esse trabalho preventivo, de descobrir a displasia ainda quando o cão é jovem. Muitas pessoas só vão descobrir que o cachorro é displásico lá na idade avançada, quando o cachorro já não consegue mais andar ou nem mesmo levantar, e aí já não há o que fazer.

Por isso, pessoal, super importante: previna! Leve seu cão para fazer um exame de diagnóstico. Acompanhe-o anualmente, ainda que no primeiro exame dê negativo.

Vou deixar pra vocês aqui embaixo um vídeo gravado pelo Médico Veterinário do Oliver e do Joca, o Dr. Márcio Becacici, onde ele explica sobre Displasia Coxofemoral, derrubando alguns mitos e informando com consistência sobre o assunto. Assistam! Um abraço! 🙂

  1. […] Displasia Coxofemoral: informações importantes […]

  2. […] Veja mais informações aqui sobre a Displasia Coxofemoral. […]

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *