Qual a origem do seu cachorro?

novembro 27
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Você já parou para pensar sobre a origem do seu cachorro?

As “raças” de cachorros foram criadas a partir da interferência dos humanos e, sem essa intervenção, eles seriam todos mestiços. Criador , na tradução literal da palavra é aquele que cria. Existem os comerciantes, os idealistas e o misto dos dois.

As pessoas identificavam características específicas em uma família de cães, e desejando mantê-las, cruzavam indivíduos da mesma família . Essa foi a forma que as raças se desenvolveram até o estágio que conhecemos hoje. O problema é que esse cruzamento de indivíduos da mesma família, com alta taxa de consanguinidade, causa diversas alterações genéticas que podem prejudicar bastante a vida do animal de raça. Essas alterações genéticas desencadeiam mutações fisiológicas que, em alguns casos, resultam em anomalias de ossos, membros ou órgãos, com grande prejuízo para o animal. Além disso, as mutações podem causar problemas como sarna demodécica, displasia coxofemural (encaixe falho entre o fêmur e a bacia), cardiopatias ou até crises epiléticas.

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Cada raça carrega problemas em potencial, característicos da sua linhagem.

• Pincher e Poodle: propensa a desenvolver doenças endócrinas, tumores de mama, hidrocefalia, epilepsia.
• Rotweiller: displasia coxofemoral, parvovirose e problemas no aparelho gastroentérico.
• Labrador: displasia coxofemoral, catarata, criptorquidia, entre outros.
• Schnauzer: hipotireoidismo, catarata, criptoquirdismo, glaucoma, entre outros.
• Buldogue: cardiopatias, sensibilidade ao calor, monorquidia, criptorquidia, displasia coxofemoral, entre outros.
• Buldogue inglês. Cachorros da raça tendem a apresentar criptorquidia ou monorquidia (quando o testículo não desce para o saco escrotal e a ausência de um dos testículos, respectivamente) e problemas cardíacos e respiratórios .
• Dachshund: artrite, hérnia de disco, cálculos renais, otites.
• Pastor-alemão: epilepsia, displasia coxofemoral, ataxia.
• Yorkshire: hidrocefalia, problemas nos rins, catarata, atrofia da retina, câncer de testículo.
• Shar-pei : problemas nos rins e fígado.

Os bons e os maus criadores de cães podem ser identificados antes mesmo do nascimento de um filhote. Os melhores profissionais gastam pesado na compra de matrizes e padreadores – os casais que darão origem à linhagem. Investem ainda na aplicação de testes genéticos destinados a manter a pureza da linhagem e em alimentação e medicamentos de qualidade. Já os aventureiros estão mais preocupados com o tamanho da ninhada e a quantidade de reproduções que podem obter de uma matriz. Outros ainda acreditam que precisam cruzar seus cachorros, apenas pela beleza da raça. Sem se preocupar com a genética, que é o fator crucial para o futuro dessa ninhada.

 

cruzamentos A Criação Caseira de Cães

Pelo excesso de criação alguns animais nascem com doenças hereditárias ou sofrem de alguma deformação física ou psicológica. Porém apenas aqueles que são aparentemente saudáveis são levados aos pet shops para serem vendidos. Estes animais são trancados em gaiolas pequenas e sem o mínimo de higiene, por não serem socializados e sem espaço para se movimentar, a maioria destes cachorros e gatos são estressados, e ao não corresponder à expectativa de seus donos são abandonados, aumentando assim a população de animais de rua. Os animais criados nestas “fábricas” vivem expostos ao frio, com feridas e infecções que não são medicadas. Grande parte das cadelas usadas na procriação ficam loucas devido ao confinamento, solidão e maus tratos a que são submetidas.

“Tirar cria” da cadela que temos em casa é uma prática disseminada e aparentemente inofensiva. É bonitinho, todo mundo quer. Mas, será que isso será bom mesmo para você ou para o seu cão/cadela?

Pontos importantes :
1. A cadela não tem “desejo de ser mãe”. O que ela tem é um instinto reprodutivo, quando está no cio. Mas, mesmo se considerarmos que a cadela tem, sim, este desejo, ele não seria satisfeito pelo simples ato de “parir”, para, pouco mais de um mês depois, ser separada dos seus filhotes. Ser separada dos filhotes é certamente mais traumático do que simplesmente não tê-los;
2. Ter crias não traz quaisquer benefícios à saúde da cadela; por outro lado, a gestação e o parto podem por a vida dela em perigo;
3. A reprodução de cães com base apenas na aparência, sem conhecimento técnico de genética, pode gerar filhotes com doenças hereditárias;
4. Os cachorros também têm doenças sexualmente transmissível;
5. O correto acompanhamento da gestação de uma cadela tem custos;
6. A cadela pode ter complicações no parto, o que irá gerar ainda mais custos, além de por em risco a vida da fêmea e dos filhotes;
7. Os filhotes precisarão ser alimentados, vermífugados e vacinados antes de serem entregues às novas famílias (quero acrescentar: castrados!), gerando altos custos para a família;
8. Mesmo que os filhotes sejam vendidos, dificilmente a renda obtida a partir da venda de filhotes de “criações caseiras” será suficiente para cobrir as despesas necessárias para criá-los adequadamente;
9. Caso os filhotes sejam doados ou vendidos sem qualquer critério, existe o risco de que sofram maus tratos ou sejam abandonados sendo saudável , esse risco aumenta se tiverem doenças genéticas , frutos de criadores caseiros.

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Achar um canil sério não é uma tarefa fácil e requer dedicação, mas a decisão de ter um cachorro é algo que precisa ser pensado, planejado e desejado. Encontrar um canil é apenas uma parte de todo o processo.
As pessoas compram um cão, esperando certas características e quando se deparam com os fatores, comportamento, despesas e doença, acabam desistindo e abandonando os cães! Sejam eles de raça ou não.
Portanto existe uma grande diferença entre um canil sério à uma fábrica de filhotes clandestina.
Quer um cão de raça? Se informe. Não quer? Adote. Mas faça de uma forma consciente. Evitando a proliferação de animais, vítimas de abandono.

 

Fonte:  www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1306200426.htm

Fonte:  www.bib.unesc.net/biblioteca/sumario/00003C/00003CF0.pdf

Fonte: epoca.globo.com/…/3-comportamentos-pessimos-que-levam-ao-abandono-de-animais

Fonte: http://www.unipac.br/site/bb/tcc/tcc-6af3820de5a189e22636c6592e24d805.pdf

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